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Cirurgia da HPB (próstata aumentada) em Salvador

Quando a cirurgia é indicada para a próstata aumentada, quais são as técnicas — endoscópica, a laser e robótica —, como é a recuperação e o que é definido em consulta. Em linguagem clara.

CRM-BA 25959 · RQE 20028 · Membro titular da SBU

Você fala com a equipe do consultório, sem compromisso. Seg. a sex., 8h às 18h.

Em resumo

  • Existem diferentes técnicas cirúrgicas para tratar a próstata aumentada (HPB): endoscópicas — realizadas pelas vias naturais da urina —, a laser e, em casos selecionados, robótica.
  • O objetivo comum é aliviar a obstrução: remover ou reduzir o tecido da próstata que comprime a uretra e dificulta a passagem da urina.
  • A cirurgia da HPB não é a cirurgia do câncer de próstata — são procedimentos diferentes, para condições diferentes.
  • A indicação e a escolha da técnica dependem do tamanho da próstata, da intensidade dos sintomas e da saúde geral — nenhuma cirurgia é indicada sem avaliação individual, em consulta.
  • Nenhuma técnica é superior às demais para todos os casos: cada uma tem seu perfil de indicação, e a decisão é construída com o urologista.

Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica.

Quando a cirurgia é indicada

A cirurgia da HPB costuma entrar em consideração em dois cenários principais:

  • Quando o tratamento clínico não resolve: os sintomas continuam moderados a intensos apesar do acompanhamento e do tratamento indicado em consulta — ou o tratamento não é bem tolerado.
  • Quando surgem complicações: não conseguir urinar (retenção urinária), infecções urinárias de repetição, sangramento urinário persistente ou cálculos na bexiga associados à obstrução.

Fora dessas situações, a decisão considera o quanto os sintomas atrapalham a sua vida — sono, trabalho, lazer. É uma decisão compartilhada entre você e o urologista, nunca automática.

Ainda entendendo a condição — sintomas, diagnóstico e as opções antes da cirurgia →

Quais são as técnicas cirúrgicas

Três famílias de técnica são usadas no tratamento cirúrgico da HPB. Nenhuma delas é superior às demais para todos os casos: cada uma tem seu perfil de indicação, e a escolha é feita em consulta.

  • RTU de próstata (ressecção transuretral): técnica endoscópica consolidada. Um aparelho introduzido pela uretra — sem corte externo — remove, em pequenos fragmentos, o tecido que obstrui a passagem da urina.
  • Técnicas endoscópicas a laser: também realizadas pelas vias naturais, usam energia laser para vaporizar ou descolar (enuclear) o tecido obstrutivo. A enucleação a laser da próstata — conhecida pela sigla HoLEP quando realizada com laser de hólmio — é uma dessas técnicas, considerada inclusive para próstatas maiores.
  • Cirurgia robótica (prostatectomia simples): considerada em casos selecionados, em geral para próstatas muito volumosas. Por pequenas incisões no abdome, com auxílio da plataforma robótica, o cirurgião remove a parte interna da próstata que causa a obstrução — preservando o restante da glândula.

Qual técnica para o seu caso? A resposta considera o tamanho da próstata (avaliado por exame de imagem), a intensidade dos sintomas, tratamentos anteriores, os medicamentos em uso e a sua saúde geral. É uma definição de consulta.

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Como funciona a cirurgia (visão geral)

O procedimento é realizado em ambiente hospitalar, sob anestesia — o tipo é definido caso a caso, na avaliação pré-anestésica.

Na maioria das técnicas, o acesso é pelas vias naturais: o aparelho entra pela uretra, sem nenhum corte externo. Na via robótica, quando indicada, o acesso é feito por pequenas incisões no abdome.

Em todas, o princípio é o mesmo: remover ou reduzir o tecido da próstata que comprime a uretra, aliviando a obstrução que causa os sintomas.

Ao final, é comum permanecer temporariamente com uma sonda vesical — um tubo fino que drena a urina da bexiga enquanto a região se recupera. A retirada é feita no momento definido pela equipe.

Importante: a cirurgia da HPB remove apenas o tecido que obstrui — não é a remoção total da próstata realizada no tratamento do câncer (a prostatectomia radical). São procedimentos diferentes, para condições diferentes.

A tecnologia — endoscópica, a laser ou robótica — é um recurso técnico do cirurgião, não uma garantia de resultado. O desfecho de cada paciente depende de fatores individuais, conversados antes, em consulta.

Preparo, anestesia e internação

Uma visão geral e educativa do caminho. Os detalhes reais são individuais e definidos pela equipe que acompanha o seu caso.

  1. Avaliação pré-operatória.

    Exames de sangue e de urina e avaliação anestésica. É o momento de informar todos os medicamentos em uso — qualquer ajuste é orientado pelo médico, nunca por conta própria.

  2. Anestesia.

    O tipo de anestesia é definido caso a caso, pela equipe de anestesia, na avaliação pré-operatória.

  3. Internação.

    Costuma ser curta, mas o tempo varia conforme a técnica e a evolução de cada paciente. A previsão para o seu caso é conversada na consulta e alinhada com o hospital.

  4. Local do procedimento.

    O Dr. Alexandre realiza procedimentos em diferentes hospitais de Salvador, conforme a necessidade clínica e a cobertura hospitalar de cada paciente.

Recuperação

O retorno às atividades costuma ser gradual e depende da técnica, do tipo de atividade e da liberação médica. Evite comparar a sua recuperação com a de outra pessoa: cada organismo tem o seu ritmo.

Enquanto a sonda vesical estiver no lugar, desconfortos transitórios são comuns. Após a retirada, sintomas urinários como ardência, vontade frequente de urinar e traços de sangue na urina podem ocorrer no período inicial — a equipe orienta e acompanha cada etapa.

A evolução dos sintomas urinários após a cirurgia é acompanhada nas consultas de retorno — o ritmo varia de pessoa para pessoa, e as orientações específicas do pós-operatório são dadas pela equipe, para o seu caso.

Cada caso tem um plano próprio — da escolha da técnica à retirada da sonda. Traga seus exames e tire as dúvidas em uma consulta de avaliação.

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O que esperar da consulta de avaliação

  • O que levar: exames de imagem (como a ultrassonografia das vias urinárias), exames de urina e de sangue, PSA se já tiver, a lista de medicamentos em uso e relatórios de tratamentos anteriores. Não precisa de encaminhamento.
  • O que será conversado: a intensidade dos sintomas e o impacto na sua rotina; todas as opções — não apenas a cirurgia; os riscos e benefícios de cada técnica para o seu caso, incluindo os urinários e os relacionados à função sexual; e o plano de acompanhamento.
  • Decisão compartilhada: o objetivo é você sair da consulta entendendo o quadro e as opções. A decisão não precisa acontecer na hora — e segunda opinião é legítima e bem-vinda.

A avaliação é conduzida pelo Dr. Alexandre Ziomkowski, urologista — CRM-BA 25959 · RQE 20028, membro titular da SBU —, com atuação concentrada em cirurgia robótica, cirurgia minimamente invasiva e uro-oncologia. Possui certificação em cirurgia robótica (CETEC/Instituto Albert Einstein e Intuitive–Strattner) — um recurso técnico certificado, não uma garantia de resultado. CRM e RQE podem ser verificados nos portais do CFM e do CREMEB.

Conheça a formação completa →
Veja como funciona a consulta na prática →

Dúvidas frequentes

A cirurgia da HPB é igual à cirurgia do câncer de próstata?

Não. São procedimentos diferentes, para condições diferentes. A cirurgia da HPB trata uma condição benigna: remove o tecido que obstrui a passagem da urina, para aliviar os sintomas, preservando o restante da glândula. A cirurgia do câncer — a prostatectomia radical — remove a próstata com objetivo oncológico. Entenda a diferença entre as duas condições na página da próstata aumentada.

Quais técnicas existem para tratar a HPB cirurgicamente?

Três famílias: a RTU de próstata (ressecção endoscópica, técnica consolidada), as técnicas endoscópicas a laser (vaporização ou enucleação do tecido, como a HoLEP) e, em casos selecionados — em geral próstatas muito volumosas —, a cirurgia robótica (prostatectomia simples). Nenhuma é superior às demais para todos os casos: a indicação é individual, definida em consulta.

A cirurgia da HPB pode causar incontinência ou afetar a função sexual?

Toda cirurgia tem riscos, e os urinários e os relacionados à função sexual estão entre os que merecem conversa franca. Eles variam conforme a técnica, o tamanho da próstata e o caso — alterações na ejaculação, por exemplo, são um efeito conhecido de algumas técnicas. Os riscos do seu caso são detalhados em consulta, antes de qualquer decisão.

A cirurgia da HPB precisa de corte?

Depende da técnica. A maioria é realizada pelas vias naturais da urina: o aparelho entra pela uretra, sem nenhum corte externo e sem cicatriz na pele. A via robótica, quando indicada — em geral para próstatas muito volumosas —, envolve pequenas incisões no abdome. Em consulta, o urologista explica o acesso previsto para a técnica considerada no seu caso.

Quanto tempo de internação e quando volto às atividades normais?

Varia conforme a técnica, a evolução no pós-operatório e a rotina do hospital — o prazo é individual. A internação costuma ser curta e o retorno às atividades, gradual, com liberação médica. Na consulta de avaliação, você recebe uma expectativa realista para o seu caso e a sua rotina.

Convênio cobre a cirurgia da HPB?

Depende do plano, do contrato e do hospital — a cobertura varia caso a caso, e por isso o site não lista convênios. O atendimento é particular e por convênios: envie uma mensagem pelo WhatsApp e a equipe do consultório verifica as condições para a sua situação, incluindo consulta, exames e procedimento.

O próximo passo é uma avaliação — não uma cirurgia marcada

Se os sintomas seguem atrapalhando apesar do tratamento — ou se a cirurgia já foi mencionada em uma consulta —, o passo seguinte é entender as opções para o seu caso, com calma e com os exames em mãos.

Você fala com a equipe do consultório, sem compromisso. Seg. a sex., 8h às 18h.

Atendimento particular e por convênios — confirme a disponibilidade do seu plano pelo WhatsApp.

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