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Prostatectomia radical robótica

A cirurgia de remoção da próstata para o tratamento do câncer localizado: como funciona, quando é indicada e o que esperar — do preparo à recuperação, em linguagem clara.

CRM-BA 25959 · RQE 20028 · Membro titular da SBU · Certificação em Cirurgia Robótica (CETEC/Einstein)

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Dr. Alexandre Ziomkowski paramentado ao console do sistema robótico da Vinci

Dr. Alexandre Ziomkowski no console do sistema cirúrgico robótico da Vinci — Hospital Mater Dei, Salvador.

Em resumo

  • A prostatectomia radical é a cirurgia que remove a próstata por completo, junto com as vesículas seminais (glândulas vizinhas que participam da produção do sêmen), para tratar ocâncer de próstata localizado.
  • Na versão robótica, a cirurgia é feita por videolaparoscopia — pequenas incisões (cortes) no abdômen — com o auxílio do sistema da Vinci.
  • O robô não opera sozinho: o cirurgião comanda os instrumentos a partir de um console durante toda a cirurgia, e o sistema reproduz os movimentos das mãos do médico.
  • A cirurgia é uma das opções para o câncer de próstata localizado — vigilância ativa e radioterapia são alternativas em casos selecionados.
  • A indicação é individual: depende do estadiamento, da agressividade do tumor, da idade e da saúde geral — e é definida em consulta.

Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica.

O que é a prostatectomia radical e quando ela é indicada

A prostatectomia radical é a cirurgia que remove a próstata por completo, com o objetivo de tratar o câncer de próstata localizado — aquele restrito à glândula, sem sinais de disseminação para outros órgãos.

Entenda a doença, os exames e o diagnóstico →

A cirurgia não é a única opção. Para o câncer de próstata localizado, existem caminhos reconhecidos, conforme o perfil de cada caso:

  • Vigilância ativa — acompanhar o tumor de perto, com exames periódicos, sem tratar de imediato; usada em casos selecionados de baixo risco.
  • Radioterapia — tratamento com radiação, com indicações próprias.
  • Cirurgia (prostatectomia radical) — o tema desta página.

Como a indicação é definida. A decisão considera o estadiamento (a extensão do tumor), a agressividade das células observada na biópsia, o valor do PSA, a idade, a saúde geral e as prioridades do paciente. Dois homens com diagnósticos parecidos podem ter indicações diferentes.

Por isso, nenhuma dessas opções se decide pela internet. A definição acontece em consulta, com os seus exames em mãos — inclusive quando você busca uma segunda opinião.

Como funciona a cirurgia com o sistema da Vinci

A prostatectomia radical robótica é feita por videolaparoscopia: pequenas incisões no abdômen dão passagem a uma câmera e a instrumentos cirúrgicos finos.

A particularidade da via robótica está no comando. O cirurgião opera sentado a um console, na própria sala cirúrgica, e o sistema da Vinci reproduz os movimentos das mãos do médico nos instrumentos, em tempo real, com visão tridimensional ampliada do campo operatório.

O robô não opera sozinho. Não existe movimento automático nem etapa pré-programada: cada gesto é do cirurgião, do início ao fim da cirurgia.

Durante o procedimento, a próstata e as vesículas seminais são removidas. Em casos selecionados, linfonodos (gânglios) da região também são retirados para análise, conforme o risco avaliado nos exames.

A cirurgia robótica é um recurso técnico — não uma garantia de resultado. Se essa via é adequada ao seu caso, a resposta nasce em consulta, junto com a avaliação das demais opções de tratamento.

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Por que a via minimamente invasiva

Alguns fatos descritivos sobre a técnica — recursos, não garantias:

  • Incisões menores. O acesso é feito por pequenas incisões no abdômen, em vez de um corte único maior.
  • Visão ampliada. O cirurgião enxerga o campo operatório em imagem tridimensional e ampliada.
  • Movimentos finos. Os instrumentos articulados reproduzem os movimentos das mãos do cirurgião, com filtragem do tremor natural.

Como esses recursos se traduzem na recuperação de cada paciente varia caso a caso — nenhuma via cirúrgica assegura um desfecho individual.

A cirurgia aberta e a laparoscópica convencional continuam sendo vias legítimas de tratamento. A escolha depende do caso, da estrutura hospitalar disponível e da avaliação do cirurgião.

Potência e continência: o que é possível preservar

São as duas maiores preocupações de quem avalia esta cirurgia — e merecem uma resposta honesta e direta.

O que a técnica busca preservar. Junto à próstata passam os feixes neurovasculares — conjuntos de nervos e vasos que participam do mecanismo da ereção. Quando a localização e a extensão do tumor permitem, a cirurgia busca preservá-los.

A prioridade é o controle do câncer. Se o tumor está próximo dos feixes ou os envolve, preservá-los pode comprometer a remoção completa da doença. Essa avaliação é individual, feita com os exames em mãos — e conversada com você antes da cirurgia, não depois.

Potência sexual. A recuperação da ereção varia: depende da possibilidade de preservação dos feixes, da idade e da função sexual antes da cirurgia. Costuma ser gradual, pode levar meses e, em parte dos casos, a função não retorna como era antes. Existem tratamentos de reabilitação, conduzidos pelo urologista durante o acompanhamento.

Continência urinária. Perder urina involuntariamente nas primeiras semanas após a retirada da sonda é comum. O controle costuma retornar de forma gradual, em ritmo que varia de pessoa para pessoa; a fisioterapia do assoalho pélvico pode fazer parte da reabilitação. Quando a perda persiste, existem opções de tratamento, avaliadas caso a caso.

Nenhuma técnica cirúrgica — robótica, laparoscópica ou aberta — garante a preservação da potência ou da continência. O que é razoável esperar no seu caso específico é uma conversa franca de consulta, com base nos seus exames.

Certificação do Dr. Alexandre em cirurgia robótica

Operar com o sistema da Vinci exige habilitação específica: um programa formal de treinamento e certificação, somado ao título de especialista em urologia.

O Dr. Alexandre Ziomkowski (CRM-BA 25959 · RQE 20028) é certificado em cirurgia robótica pelo CETEC/Instituto Albert Einstein e pela Intuitive–Strattner, e mantém rotina cirúrgica regular, com atuação concentrada em cirurgia robótica, cirurgia minimamente invasiva e uro-oncologia.

Também é preceptor da Residência Médica em Urologia das Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), onde conduz ambulatório de uro-oncologia — a área da urologia dedicada aos tumores do aparelho urinário.

O procedimento é realizado em hospitais de Salvador que contam com plataforma robótica da Vinci: Mater Dei, Aliança Star, São Rafael, Santa Izabel e Hospital da Bahia. O hospital de cada cirurgia é definido conforme o caso, a cobertura do plano e a disponibilidade da plataforma.

CRM e RQE podem ser verificados nos portais do CFM e do CREMEB.

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Preparo, internação e recuperação

Uma visão geral e educativa do caminho. Os prazos reais são individuais e definidos pela equipe que acompanha o seu caso.

  1. Avaliação pré-operatória.

    Exames de sangue, avaliação anestésica e, conforme o caso, avaliação cardiológica. É o momento de informar todos os medicamentos em uso — qualquer ajuste é orientado pelo médico, nunca por conta própria.

  2. Internação.

    A duração varia conforme a evolução de cada paciente. Esta página não publica prazos fixos: a previsão para o seu caso é conversada na consulta e alinhada com o hospital.

  3. Sonda vesical.

    Após a cirurgia, o paciente permanece com uma sonda — um tubo fino que drena a urina da bexiga — por um período definido pelo cirurgião. A retirada é feita conforme orientação e marca o início da readaptação urinária.

  4. Retorno às atividades.

    Caminhadas leves costumam ser estimuladas cedo. Esforço físico, direção e trabalho retornam de forma progressiva, conforme liberação médica. Evite comparar a sua recuperação com a de outra pessoa: cada organismo tem o seu ritmo.

  5. Acompanhamento.

    O cuidado continua depois da cirurgia: consultas de revisão e dosagens periódicas de PSA fazem parte do seguimento oncológico.

O que esperar da consulta de avaliação

  • O que levar: os exames que você já tem — PSA, laudo da biópsia, exames de imagem (como a ressonância) e relatórios de outros médicos — além da lista de medicamentos em uso. Não precisa de encaminhamento.
  • O que será conversado: o seu estadiamento, todas as opções de tratamento (não apenas a cirurgia), os prós e contras de cada uma e, com franqueza, as expectativas sobre potência e continência no seu caso.
  • Quem pode ir junto: cônjuge ou familiar são bem-vindos — decisões como essa costumam ser da família.
  • Segunda opinião: é comum e legítima. Traga a avaliação anterior; comparar opiniões faz parte de uma boa decisão.
  • Sem pressa. O objetivo é você sair da consulta entendendo o quadro e as opções. A decisão não precisa acontecer na hora.
Veja como funciona a consulta na prática →

Dúvidas frequentes

O robô faz a cirurgia sozinho?

Não. O sistema da Vinci não tem autonomia: o cirurgião comanda os instrumentos a partir de um console durante toda a cirurgia, e o sistema reproduz os movimentos das mãos do médico. Não existe gesto automático nem etapa pré-programada. A tecnologia é um recurso técnico do cirurgião — não uma garantia de resultado.

Quanto tempo dura a cirurgia e a internação?

Varia caso a caso — depende da anatomia, do estadiamento do tumor e da evolução no pós-operatório. Por isso, esta página não publica prazos fixos: a estimativa de duração e a previsão de internação para o seu caso são conversadas na consulta de avaliação e alinhadas com a equipe do hospital.

A cirurgia robótica afeta a potência sexual?

Pode afetar. A recuperação da ereção depende de o tumor permitir a preservação dos feixes neurovasculares, além da idade e da função sexual antes da cirurgia. Costuma ser gradual, pode levar meses — muitas vezes com apoio de reabilitação — e, em parte dos casos, a função não retorna como era antes. Nenhuma técnica garante a preservação; o assunto é discutido com franqueza na consulta.

E a continência urinária?

É comum haver perda involuntária de urina nas primeiras semanas após a retirada da sonda. O controle costuma retornar de forma gradual, em ritmo que varia de pessoa para pessoa, e a fisioterapia do assoalho pélvico pode fazer parte da reabilitação. Casos de perda persistente existem e têm opções de tratamento — sempre avaliadas individualmente, sem promessa de resultado.

Qual a diferença entre cirurgia aberta, laparoscópica e robótica?

Na cirurgia aberta, o acesso é por uma incisão única, maior. Na laparoscópica, por pequenas incisões, com câmera e instrumentos manuais. Na robótica, também por pequenas incisões, mas com instrumentos articulados comandados pelo cirurgião a partir de um console, com visão tridimensional ampliada. As três são vias reconhecidas — a mais adequada para você depende do caso e da avaliação médica.

Convênio cobre a cirurgia robótica?

Depende do plano, do contrato e do hospital. A cobertura da prostatectomia robótica varia caso a caso, e por isso o site não lista convênios. O atendimento é particular e por convênios — confirme a disponibilidade do seu plano pelo WhatsApp: a equipe do consultório verifica as condições para a sua situação.

O próximo passo é uma conversa — não uma cirurgia

Se você recebeu o diagnóstico de câncer de próstata, ou ainda está em investigação, o passo seguinte é entender o seu caso com calma: estadiamento, opções e o que esperar de cada uma.

Você fala com a equipe do consultório, sem compromisso. Seg. a sex., 8h às 18h.

Atendimento particular e por convênios — confirme a disponibilidade do seu plano pelo WhatsApp.

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