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Orquidopexia em Salvador: testículo que não desceu

Como funciona a cirurgia que reposiciona e fixa o testículo na bolsa escrotal, quando ela é indicada e como é a recuperação — explicado para pais e responsáveis, em linguagem clara.

CRM-BA 25959 · RQE 20028 · Membro titular da SBU

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Em resumo

  • A orquidopexia é a cirurgia que reposiciona o testículo e o fixa na bolsa escrotal.
  • É indicada quando o testículo não completa a descida sozinho no período inicial de observação — a condição chamada criptorquidia, o "testículo que não desceu".
  • Costuma ser considerada ainda na primeira infância; o momento exato é definido em consulta.
  • É feita sob anestesia, e a via de acesso depende das características de cada caso.
  • Perceber que o testículo não desceu não é falha de cuidado dos pais — é um achado de exame, e o próximo passo é a avaliação com o especialista.

Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica.

O que é a orquidopexia

Orquidopexia é o nome da cirurgia que conduz o testículo até a bolsa escrotal e o fixa na posição adequada. O nome vem do grego: "orquido" se refere ao testículo, e "pexia", à fixação.

Ela é o tratamento cirúrgico da criptorquidia — o testículo que não desceu. Se você ainda está entendendo a condição (como ela é percebida, por que a conduta inicial costuma ser observar), comece pela página de urologia pediátrica:

Entenda a criptorquidia e as outras condições da infância →

Esta página segue do ponto em que a avaliação especializada já foi recomendada: o que é a cirurgia, como ela é feita e o que esperar depois.

Quando ela é indicada

Durante a gestação, os testículos se formam dentro do abdome e descem até a bolsa escrotal. Em alguns bebês, um deles (ou os dois) não completa esse caminho — e, nos primeiros meses de vida, a descida ainda pode acontecer espontaneamente. Por isso, a conduta inicial costuma ser observar, junto com o pediatra.

Quando a descida não acontece nesse período inicial, a avaliação com o especialista é o passo seguinte: é ela que confirma o quadro e define se a orquidopexia é indicada — e, em caso positivo, o momento certo para o seu filho.

Não há pressa artificial nessa definição, nem decisão de véspera: a orquidopexia é uma cirurgia programada, e o calendário exato é individual, definido em consulta, caso a caso.

Como é feita a cirurgia

A orquidopexia é realizada em ambiente hospitalar, sob anestesia — o tipo é definido pela equipe de anestesia, na avaliação pré-operatória, considerando a idade e as características da criança.

Na cirurgia, o urologista localiza o testículo, o conduz até a bolsa escrotal e o fixa na posição adequada. A via de acesso depende, principalmente, de o testículo ser palpável — isto é, de poder ser sentido no exame físico — ou não:

  • Testículo palpável: o acesso costuma ser feito por uma incisão na região da virilha ou da bolsa escrotal.
  • Testículo não palpável: o cirurgião pode usar a videolaparoscopia — cirurgia por vídeo — para localizar o testículo e planejar a correção.

Qual via se aplica ao caso do seu filho é definido pelo cirurgião, no exame e na consulta — o detalhamento é conversa da avaliação.

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Por que a avaliação no tempo adequado importa

Como a página de urologia pediátrica explica, fora da bolsa escrotal o testículo fica exposto a uma temperatura mais alta do que a ideal — o que, ao longo do tempo, pode interferir no seu desenvolvimento.

É esse fato clínico que orienta o calendário: passado o período inicial em que a descida espontânea ainda é possível, a avaliação com o especialista é recomendada — de forma programada, no ritmo de uma consulta, sem pressa.

Isso não é uma contagem regressiva, e não há culpa envolvida: a criptorquidia é um achado de exame, não resultado de algo que os pais fizeram ou deixaram de fazer. O papel da consulta é definir, com calma e com informação, o momento certo para cada criança.

Preparo e anestesia

Uma visão geral e educativa do caminho. Os detalhes reais são individuais e definidos pela equipe que acompanha o caso do seu filho.

  1. Avaliação pré-operatória.

    Inclui a avaliação da equipe de anestesia e, quando necessário, exames solicitados conforme a idade e o quadro da criança. É o momento de informar condições de saúde, alergias e qualquer medicamento em uso.

  2. Anestesia.

    O medo da anestesia em bebês e crianças pequenas é uma das dúvidas mais comuns dos pais — e é exatamente o tema da avaliação pré-anestésica: a equipe explica o planejamento para o caso do seu filho e responde às perguntas da família. O tipo de anestesia é definido caso a caso, pela equipe de anestesia.

  3. Preparo em casa.

    O jejum e os demais cuidados antes da cirurgia são orientados pela equipe, com antecedência — siga sempre a orientação recebida para o seu filho, não listas genéricas da internet.

Recuperação e cuidados após a cirurgia

A recuperação é acompanhada de perto pela equipe, e o ritmo é de cada criança — bebês e crianças maiores se recuperam de formas diferentes, e comparar com outros relatos não ajuda.

O retorno às atividades apropriadas para a idade costuma ser gradual e depende da liberação da equipe. O prazo é individual — a previsão para o seu filho é conversada na consulta e no pós-operatório.

Os cuidados locais — banho, curativo quando houver, sinais que merecem contato com a equipe — são orientados pessoalmente, antes e depois da cirurgia. Desconfortos no pós-operatório podem ocorrer, variam de criança para criança e são acompanhados até o retorno, quando a evolução é avaliada em consulta.

Cada criança tem um plano próprio — do preparo ao acompanhamento. Tire as dúvidas do caso do seu filho em uma consulta de avaliação.

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O que esperar da consulta de avaliação

  • Os pais ficam presentes o tempo todo. O Dr. Alexandre conversa primeiro — com vocês — e explica cada passo antes de fazer qualquer exame. O exame físico é feito com privacidade e respeito ao tempo da criança; em bebês, costuma ser rápido.
  • O que levar: o encaminhamento do pediatra ou do neonatologista, se houver (não é obrigatório), exames e relatórios anteriores — inclusive ultrassons — e a lista de medicamentos em uso.
  • O que será conversado: se o testículo é palpável ou não, se a orquidopexia é indicada, qual seria a via de acesso e o momento adequado — e todas as perguntas que vocês trouxerem.
  • Decisão compartilhada: o objetivo é vocês saírem da consulta entendendo o quadro e o plano. A decisão não precisa acontecer na hora — e segunda opinião é legítima e bem-vinda.

A avaliação é conduzida pelo Dr. Alexandre Ziomkowski, urologista — CRM-BA 25959 · RQE 20028, membro titular da SBU. Na urologia pediátrica, o Dr. Alexandre atuou como urologista assistente no Hospital Martagão Gesteira e no Hospital Estadual da Criança, e hoje concentra esse atendimento na medicina privada. CRM e RQE podem ser verificados nos portais do CFM e do CREMEB.

Conheça a formação completa →
Veja como funciona a consulta na prática →

Dúvidas frequentes

Até que idade o testículo pode descer sozinho?

Nos primeiros meses de vida, o testículo ainda pode completar a descida naturalmente — por isso, no começo, a conduta costuma ser observar, junto com o pediatra. Quando a descida não acontece nesse período inicial, a avaliação com o especialista define a conduta e o momento adequado da correção. O calendário exato é individual e definido em consulta, caso a caso.

A cirurgia precisa mesmo ser feita cedo?

A avaliação no tempo adequado faz parte do cuidado com o desenvolvimento do testículo — é isso que orienta o calendário, não pressa. A orquidopexia é uma cirurgia programada: o momento exato é definido em consulta, caso a caso, considerando a idade da criança e as características do quadro. Não há decisão de véspera nem contagem regressiva.

Como é feita a orquidopexia?

É a cirurgia que conduz o testículo até a bolsa escrotal e o fixa na posição adequada, sob anestesia. A via de acesso depende de cada caso — principalmente de o testículo ser palpável ou não no exame físico. Qual caminho se aplica ao seu filho é definido pelo cirurgião e detalhado na consulta de avaliação.

A cirurgia dói?

Durante o procedimento, não — ele é feito sob anestesia, definida pela equipe na avaliação pré-operatória. No pós-operatório, desconfortos podem ocorrer, variam de criança para criança e são acompanhados pela equipe, com orientações específicas para cada caso. A intensidade e a duração são individuais — nenhuma página consegue prever a experiência exata do seu filho.

Quanto tempo até a criança voltar às atividades normais?

O retorno costuma ser gradual e apropriado para a idade — o que é "atividade normal" para um bebê é diferente do que é para uma criança maior. O prazo é individual: depende da evolução e da avaliação da equipe no retorno — e a previsão para o seu filho é conversada em consulta.

Convênio cobre a orquidopexia?

Depende do plano, do contrato e do hospital — a cobertura varia caso a caso, e por isso o site não lista convênios. O atendimento é particular e por convênios: envie uma mensagem pelo WhatsApp e a equipe do consultório verifica as condições para o caso do seu filho, incluindo consulta e procedimento.

O próximo passo é uma consulta de avaliação — não uma cirurgia marcada

Se o pediatra percebeu que o testículo não desceu — ou se vocês notaram em casa —, o passo seguinte é uma conversa com calma: a criança é avaliada, o quadro fica claro e a decisão é de vocês, com o apoio do especialista.

Você fala com a equipe do consultório, sem compromisso. Seg. a sex., 8h às 18h.

Atendimento particular e por convênios — confirme a disponibilidade do seu plano pelo WhatsApp.

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